Tufão Dolphin provoca evacuação de mais de 1 milhão na China
Tempestade atingiu Zhejiang com ventos de até 151 km/h e chuvas intensas; Wenzhou retirou mais de 900 mil pessoas de áreas de risco
O tufão Dolphin atingiu a costa leste da China neste domingo (9) e provocou chuvas torrenciais, ventos fortes e risco de inundações e deslizamentos. O fenômeno chegou à província de Zhejiang, uma das áreas mais populosas e importantes da economia chinesa.
Diante da força da tempestade, as autoridades adotaram medidas de emergência. Mais de 1 milhão de pessoas deixaram áreas consideradas de risco antes ou durante a passagem do tufão.
Tufão Dolphin chega à costa da China
O Dolphin atingiu Zhejiang com ventos de aproximadamente 151 km/h. Além disso, as fortes chuvas aumentaram o risco de alagamentos e deslizamentos em várias cidades.
Em Wenzhou, uma das localidades mais afetadas, as autoridades retiraram centenas de milhares de moradores de áreas vulneráveis.
Além disso, o governo suspendeu aulas, fechou pontos turísticos e impôs restrições em locais considerados perigosos.
As medidas tiveram como objetivo reduzir os riscos para a população durante a passagem do fenômeno.
Mais de 900 mil pessoas deixam Wenzhou
A situação em Wenzhou chamou atenção pelo número de pessoas retiradas de áreas de risco.
Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (10), mais de 900 mil pessoas foram evacuadas na cidade.
Ao mesmo tempo, Xangai retirou mais de 215 mil moradores de regiões consideradas vulneráveis.
Assim, as autoridades chinesas retiraram mais de 1 milhão de pessoas para reduzir o risco de vítimas diante dos ventos fortes, das chuvas intensas e da possibilidade de enchentes.
Xangai enfrenta problemas no transporte
Os efeitos do tufão também chegaram a Xangai, um dos principais centros financeiros e logísticos da China.
As fortes chuvas provocaram alagamentos em ruas e afetaram o funcionamento dos aeroportos. Além disso, cerca de 40% dos voos de Xangai foram cancelados por causa das condições meteorológicas.
O mau tempo também pode afetar portos e serviços de transporte. Consequentemente, a tempestade pode provocar atrasos na movimentação de cargas e aumentar os impactos econômicos.
Tufão Dolphin passou pelo Japão
Antes de atingir a China, o tufão Dolphin passou pelo sul do Japão, principalmente por Okinawa e pela ilha de Amami.
Durante a passagem pelo país, o fenômeno provocou ventos intensos e deixou seis pessoas feridas. Além disso, mais de 50 mil imóveis ficaram sem energia elétrica.
No Japão, o sistema registrou ventos sustentados de até 162 km/h, enquanto as rajadas alcançaram velocidades ainda maiores.
Depois disso, o tufão avançou em direção à costa chinesa.
Tempestade perde força após atingir a China
Após chegar à costa chinesa, o Dolphin perdeu intensidade. Entretanto, as chuvas continuaram fortes em diferentes áreas do leste do país.
Por isso, as autoridades mantiveram o alerta para possíveis alagamentos e deslizamentos de terra.
O risco permanece maior em regiões que já receberam grandes volumes de chuva e apresentam o solo saturado.
Além disso, os serviços de emergência seguem monitorando rios, encostas e áreas urbanas vulneráveis.
Autoridades mantêm monitoramento
Mesmo com a redução da intensidade do tufão, as autoridades continuam acompanhando as condições meteorológicas.
A combinação de chuva intensa, solo saturado e sistemas de drenagem sobrecarregados pode aumentar o risco de novos alagamentos.
Por esse motivo, equipes locais permanecem mobilizadas para responder a possíveis ocorrências e orientar moradores das áreas de risco.
A passagem do tufão Dolphin pela China reforça a importância das medidas preventivas adotadas pelas autoridades antes da chegada de grandes tempestades.
Fonte: Agência Brasil, Reuters e informações de autoridades meteorológicas chinesas.







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